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Azevedo Lima cria projeto de integração para voluntários religiosos

19 de abril de 2018

Por Olenka Lasevitch e Raphael Silva

O Serviço ReligiosoHospitalar faz parte da Política Nacional de Humanização e se alinha à definiçãode Saúda da OMS, que reconhece a relação entre espiritualidade e saúde comofator que contribui para o bem-estar do ser humano. Na semana passada, o Núcleode Ensino e Pesquisa (NEP) do Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói, organizou um encontro com 70voluntários religiosos com o objetivo de promover uma reestruturação doserviço, com foco na sua melhoria e maior segurança para todos. Participaramrepresentantes católicos, espíritas e evangélicos que costumam visitarpacientes internados nas UTIs, Clínica Médica, Sala Verde e Sala Amarela.Durante o encontro, os voluntários receberam informações gerais sobre o AzevedoLima, como sua história, complexidade e assistência, além de noções de controlede infecção hospitalar e informações sobre normas internas que alguns nãoconheciam.

Este serviço é umaassistência espiritual prestada por representantes voluntários de diversasreligiões que tem por objetivo, sobretudo, oferecer apoio emocional e social apacientes, acompanhantes, familiares e funcionários de hospitais e outrasinstituições. No Azevedo Lima, o Serviço Religioso existe desde sua fundação.Para a enfermeira Adriana Palla, Coordenadora do NEP, “estas visitas são umbenefício para o paciente, pois funcionam como um paliativo, já que a energiatransmitida ajuda na sua recuperação. Por isso o processo de integração dosvoluntários é tão importante. As orientações passadas incentivam atitudes quereduzem a possibilidade de infecções e aumentam a segurança e conforto paratodos”.

Coordenadora do NEP, Adriana Palla

Izabel Lobato é lídercapelã do grupo evangélico e trabalha como voluntária há 12 anos no Heal. Elaexplica que é preciso ter empatia para realizar este trabalho emocionante ehumanitário: “Eu me vejo no lugar do paciente. O que ele está passando, euposso vir a passar também. Ajudando as pessoas também estou me refletindonessas horas”. A líder acredita que todos deveriam, um dia, se dar aoportunidade de realizar algo assim. Para ela o trabalho humanitário faz bemnão só para quem esta sendo ajudado, como também para quem o pratica.

“A importância dessaintegração é entender, no primeiro momento, onde o voluntário está inserido,que este caso é o hospital, e em questões de segurança, é um lugar com vírus ebactérias e por isso as orientações sobre cuidados e precauções é essencial. Eem um segundo momento, entender que os pacientes estão num momento particular ede dificuldade emocional, por isso precisa-se ser empático, entendendo que nemsempre o enfermo vai querer receber visita, que ele poderá dizer “não”. Issotorna a integração fundamental, pois situa a todos no que tem que fazer e noque não tem que fazer”. Finaliza Izabel

O cadastro dovoluntário

Para que um voluntáriopossa solicitar o seu cadastramento para atuar no Azevedo Lima ele deve serindicado pela instituição religiosa a qual pertence e encaminhar a documentaçãonecessária. Após aprovação, o voluntário deverá participar da integraçãopromovida pelo NEP com as informações citadas acima e assinar o termo de adesãocom as regras do hospital. Após isso,  receberá um crachá com a suaidentificação e com os dias e horários de sua visita autorizada. As visitasacontecerão todos os dias no Azevedo Lima. Os voluntários, no entanto, atuarãoapenas nos dias discriminados no crachá.

Algumas orientaçõesque devem ser observadas pelos voluntários do Serviço Religioso e que servempara todos os visitantes, em geral:

·        Frases de conformismo, em geral, devem ser evitadas. Os voluntários devemtransmitir segurança, apoio e fé, bem como incentivar o paciente a acreditar notratamento, no hospital e na equipe de profissionais.

·        Colocar-se numa posição ao nível visual do paciente para que ele não precise seesforçar para olhar para o voluntário.

·        Não falar ou nem orar em voz muito alta e nunca acordar o paciente.

·        Não prometer cura e não levar óleo para ungir o paciente.

·        Não fazer a visita se estiver doente.

·        Não tocar no paciente e nem sentar na cama.

·        Lavar as mãos antes e depois de cada visita.

·        Não dar alimentos ou água ao paciente sem permissão da enfermagem.

·        Usar sapatos fechados, evitar perfumes, unhas grandes, adornos e roupas decores fortes.

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