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Azevedo Lima organiza ação em prol do Agosto Lilás para acolhimento a mulheres vítimas de violência

24 de agosto de 2021

Por Olenka Lasevitch

A campanha Agosto Lilás é um movimento em prol da conscientização e combate à violência contra a mulher. Foi criada em 2016 para apoiar a Lei Maria da Penha que este ano completa 15 anos com foco no combate aos casos de violência doméstica no Brasil. Somente durante os meses de janeiro a julho de 2021, o Azevedo Lima atendeu 97 casos de violência física, doméstica, sexual, psicológica e tortura contra mulheres. Ao longo de 2020 este total foi de 153 atendimentos, o que demonstra aumento na média mensal que passou de 12,75 casos em 2020 para 13,35 casos em 2021.

O Azevedo Lima possui “Protocolo Laranja”, que visa ao atendimento imediato a vítimas de violência. Para manter as equipes qualificadas para este tipo de atendimento, garantindo acolhimento humanizado e sigilo às vítimas, profissionais do Serviço Social e Psicologia organizaram uma roda de conversa na quarta-feira, dia 25/8, para a atualização destas equipes acerca do “Protocolo Laranja”, legislação vigente e rede de proteção. A atualização é, sobretudo, para equipes da Maternidade e Emergência que são porta de entrada principalmente para mulheres que sofreram algum tipo de violência. Segundo a Responsável Técnica do Serviço Social, Cleide Cruz, o objetivo foi subsidiar os profissionais para identificar casos suspeitos ou confirmados e acolher uma mulher em situação de violência, mesmo que ela não verbalize isso. Para atendimento ao protocolo é necessária uma equipe multiprofissional mínima, que inclui médico, enfermeiro, assistente social e psicólogo orientados na abordagem e acolhimento à vítima, no encaminhamento à rede de proteção e na notificação compulsória (Sinan) que são enviadas para a Coordenação de Vigilância de Niterói (Covig), dando subsídios para elaboração de políticas públicas voltadas a este público.
Para a responsável técnica do setor de Psicologia do Azevedo Lima, Ediléa Oliveira, é preciso ter equipes preparadas para acolher a pessoa violentada, que já chega bastante sofrida ao hospital. “O que queremos e precisamos é que todos os profissionais estejam engajados neste protocolo, evitando que esta pessoa que já sofreu violência doméstica seja submetida a uma violência institucional, pois a repetição da sua fala possivelmente aumentará ainda mais o seu sofrimento. E que a gente também saiba se desvencilhar dos nossos próprios preconceitos. Temos a prerrogativa da ficha de notificação, porém, é importante saber acolher essa pessoa que traz esse sofrimento, essa marca”, finaliza.

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