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Azevedo Lima se prepara para o Coronavírus

13 de fevereiro de 2020

O novo Coronavírus,  recentemente renomeado para COVID-19, foi detectado na China no final do ano passado e, em função da sua rápida disseminação para cerca de 24 países, a OMS declarou Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. Apesar de ser bem menos contagioso do que outras doenças, como o Sarampo, por exemplo, o novo vírus torna-se perigoso por ser ainda pouco conhecido, por sofrer mutações  e por não existir nenhum tratamento específico disponível para ele. 
Com a chegada de milhares de estrangeiros para as festas de carnaval em todo o Brasil, os hospitais estão em alerta. O Azevedo Lima organizou três dias de palestras na semana passada para colaboradores de todas as áreas, com o objetivo de esclarecer sobre o modo de transmissão, as precauções e isolamentos e o fluxo de atendimento a pacientes com suspeita ou confirmação de contaminação pelo vírus. 
Segundo a enfermeira do Setor de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), Flávia Garrido, a transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo como toque ou aperto de mãos e contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos. Segundo pesquisa divulgada pela Fiocruz, cada infectado pode contaminar até três outras pessoas, em média.
Os colaboradores do Azevedo Lima estão sendo orientados já a partir da triagem a identificar pacientes suspeitos de terem contraído o vírus. São aqueles que apresentam febre e sintomas respiratórios, entre outros, e que tenham estado na China há menos de 14 dias ou tiveram contato com alguém suspeito ou comprovadamente contaminado pelo vírus. Nestes casos, o paciente deverá colocar uma máscara cirúrgica, ser encaminhado a um leito de isolamento e fazer exames. Já o profissional que fizer o atendimento deverá utilizar máscara N95, luvas, avental/capote, óculos de proteção e protetor auricular (em situações de exposição a fluidos corporais).
Se recebermos um paciente suspeito ou contaminado, o Núcleo de Vigilância Hospitalar (NVH) do Azevedo Lima deverá ser imediatamente contatado para comunicar à Vigilância Epidemiológica de Niterói e ao Ministério da Saúde através do FormSus. A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro já dispõe de um plano de contingência incluindo hospitais especialmente designados para o tratamento destes pacientes e para os quais eles deverão ser encaminhados.
“Todos os profissionais da assistência devem estar atentos aos sinais e sintomas dos pacientes e usar todos os equipamentos de proteção individual”, finaliza Flavia Garrido.

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