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Confira os temas debatidos no 1º Fórum ISG-FGV sobre Governança Pública-Privada

15 de setembro de 2017

Por Olenka Lasevitch

“Este fórum tem o sentidode um casamento que traz muito orgulho para nós da Fundação Getúlio Vargas”.Com esta declaração, a Coordenadora Acadêmica de cursos de MBA Executivo eMestrado em Saúde da FGV, Professora Tania Furtado, abriu o Fórum Governança Pública-Privada:Inovação nos modelos organizacionais para saúde, organizado pelo Instituto Sócrates Guanaes (ISG) e pela FVG, selando aparceria entre as duas entidades. O evento, realizado no último dia 13, reuniucerca de cem representantes da saúde nos seus diversos segmentos. Confira os temas debatidos:

INOVAÇÃO NOS MODELOSORGANIZACIONAIS PARA GESTÃO DE SAÚDE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Tiago Velloso, Diretor Executivo do Hospital Estadual Azevedo Lima, unidade gerida pelo ISG em Niterói/RJ

Tiago Velloso apresentou o modelo degestão do Azevedo Lima na palestra Inovaçãonos modelos organizacionais para gestão de saúde do Estado do Rio de Janeiro.Ele lembrou o tempo em que trabalhou para a Secretaria Estadual de Saúde do Riode Janeiro e conheceu melhor o modelo de Gestão por OS: “uma alternativainovadora por ser uma proposta flexível e mais rápida, com um resultado para apopulação mais gratificante”. Em sua palestra, Tiago fez um balanço dos seusprimeiros quatro meses à frente do Azevedo Lima, ressaltando que “uma OS é umcontrato de gestão com metas e controle”. Para ele, gerir é como construir umaobra que nunca acaba, buscando melhorar sempre, por melhor que já se faça.“Quando se cria valor, mesmo na crise, aumentando resultados e reduzindocustos, pode-se ter profissionais melhores e consequentemente entregar melhoresresultados”. Como uma emergência de portas abertas, é difícil para oAzevedo Lima prever o montante que precisa ser investido por cada paciente quese interna aqui. Este, geralmente, é cinco vezes mais grave do que o pacientede um hospital privado e o recurso disponível é, pelo menos, cinco vezes menor.Algumas atitudes, no entanto, podem melhorar os resultados, como a redução dotempo de internação do paciente que, no fim, é bom para todos. “Muita genteentrava e pouca saía e isso teve que mudar. Com ações estudadas e planejadascuidadosamente já aumentamos o giro em 50%. Isso é integrar medicina e gestão,como no setor privado. Aumentar qualidade e reduzir custo: isso é ser um hospitalgerido por OS”.

Finalizando, Tiago apresentoudepoimento de um paciente trazido pelo Corpo de Bombeiros que tinha direito aoplano de saúde, mas preferiu não ser transferido para um hospital privado devidoao tratamento assistencial e pessoal de alto nível que recebeu no Azevedo Lima.Confira aqui o vídeo. “O que nos entusiasma e mobiliza é cuidar, salvarvidas e reduzir óbitos, avançando sobre a crise e entregando o melhor quepodemos para a nossa população.”

ORGANIZAÇÕES SOCIAISDE SAÚDE: UMA ALTERNATIVA VIÁVEL PARA A SAÚDE PÚBLICA

Dr. André Guanaes, Fundador e Superintendente Técnico-científico do ISG

Dr. André Guanaes fechou o eventoapresentando a palestra OrganizaçõesSociais de Saúde: uma Alternativa Viável para a Saúde Pública, durante aqual apresentou conceito, atuação, melhores práticas, vantagens e desafios dasOrganizações Sociais de Saúde no Brasil em prol de apoiar o SUS. “Abri mão detodas as minhas atividades para me dedicar exclusivamente ao terceiro setor,porque acredito nisso”. Segundo Dr.André, 93% dos brasileiros não estãosatisfeitos com a saúde, seja pública ou privada, apesar do tema saúde estar emprimeiro lugar no desejo e preocupação da população. Ele lembrou que apesar denão ter preço, saúde tem um custo alto por ser imprevisível e, também por isso,eficiência é uma obrigação legal. “Para ter eficiência tem que ter gestão.Medir para gerir. Gerir é cuidar e salvar vidas”. Dr.André lembrou que a implementaçãode gestão por meio de OS é uma iniciativa no mundo inteiro. As grandesuniversidades americanas, reconhecidas por sua reputação e eficiência, sãogeridas por OS, como Harvard, Yale, Stanford e Johns Hopkins, entre outras. ALei 9.637 abriu espaço para esta iniciativa no Brasil desde o ano de 1998, quenada mais é do que uma parceria entre estado e sociedade, regida por umcontrato. A iniciativa, que é federal, confere maior autonomia aos setores deRH, finanças, compras e contratos das instituições, por não estarem sujeitas àsnormas da administração pública, permitindo melhor agilidade e melhor gestão.  

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