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Conhecendo o Azevedo: um olhar que vai além da hospitalização

31 de janeiro de 2017

Periodicamente, traremos uma matéria sobre o gigante Hospital Estadual Azevedo Lima, unidade gerida pelo ISG em Niterói que oferece ampla gama de serviços, única emergência pública estadual em funcionamento no município. O papel das equipes de saúde não é só consertar um osso ou estancar uma ferida. Lidar com a vida exige mais! Por isso, a atuação do Azevedo vai além dos muros do hospital. O ‘Serviço Social’ inaugura a coluna “Conhecendo o Azevedo”. Confira.

O Setor de Serviço Social do Azevedo Lima conta com uma equipe de 18 profissionais, além da coordenadora, que atendem os pacientes do hospital 24 horas por dia, sete dias por semana, atuando em todos os setores. A equipe trabalha na perspectiva multiprofissional, fazendo interconsultas com os profissionais envolvidos no tratamento do paciente. Os Assistentes Sociais buscam garantir que cada paciente tenha os seus direitos assegurados, democratizando informações sobre as rotinas, profissionais e documentação, entre outros. E não param por aí. O trabalho desenvolvido pelo Serviço Social vai além dos muros do Azevedo. 

Quando o paciente chega pela emergência, estando só ou acompanhado, orientado ou não, é o Serviço Social que faz o acolhimento, o contato com a família ou o representante legal. Faz também o acompanhamento do paciente durante todo o processo de internação. Uma ficha detalhada com dados, incluindo informações pessoais, profissionais, familiares e de condições de vida, entre outros, é preenchida. Estas informações dão ao profissional uma visão ampla sobre o paciente e as suas necessidades, tanto as atuais quanto as que ele terá após a alta. Segundo a coordenadora do setor, Daiana Portela, “já conseguimos até avião da FAB para levar paciente de volta para a casa, em outras regiões do país”.

O Serviço Social faz o que for necessário para que o paciente tenha o retorno adequado à casa após a alta. Se ele precisar de um serviço de saúde no território, por exemplo, mas o município onde reside não oferece, o que fazer? O trabalho dos Assistentes Sociais inclui articulações e encaminhamentos com conselhos tutelares e promotorias, entre outros órgãos de políticas públicas. “É fundamental conhecermos todos os pacientes internados, além das causas sociais que ultrapassam a internação”, garante Daiana.

Retorno ao vínculo de relacionamentos

O papel da equipe de saúde não é só consertar um osso ou estancar uma ferida. Lidar com a vida exige mais. Algumas vezes, passar por uma hospitalização será a única oportunidade que homens, mulheres e crianças terão para receber acolhimento, acompanhamento e ter um rumo diferente em suas vidas.

“Geralmente as pessoas confiam bastante no Assistente Social, exatamente por ser o profissional que faz a escuta”. Daiana Portela explica que o trabalho destes profissionais consiste, também, em permitir que o paciente passe pelo processo de internação e saia dele com os direitos de cidadão garantidos, com os devidos esclarecimentos sobre o que o estado lhe oferece. Em outras palavras, o que se busca é devolver o paciente ao seu vínculo de relacionamentos (espaço comunitário e familiar) em condições para que ele consiga retomar a vida, com a garantia dos seus direitos de cidadania, como:

  • Benefício de prestação continuada da assistência social para pessoas idosas e com deficiências físicas que não têm condições para a vida independente no mundo do trabalho;
  • Encaminhamento para abrigos e outros órgãos de proteção em casos de violência;
  • Comunicação às promotorias sobre negligência com pessoas idosas (abandono moral e material);
  • Registro tardio de nascimento e/ou identidade para adultos que nunca foram registrados, entre outros.

 

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