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Equipe do Hospital Estadual Azevedo Lima se mobiliza e constrói nova casa para paciente

13 de março de 2017

Thiago Loroza: Uma história de amizade e solidariedade

Em outubro do ano de 2012, oentão motoboy Thiago Loroza da Rosa, de 26 anos, sofreu um grave acidente demoto quando ia para o trabalho. Levado para o Hospital Estadual Azevedo Lima,Thiago, que sofreu lesão cerebral, ficou por mais de um ano e meio internado noCTI. Mesmo depois de ser transferido para um quarto de enfermaria, teverecaídas e precisou voltar ao cuidado intensivo. Seu quadro melhorou em janeirode 2015, quando foi transferido para a Unidade de Internação e, em seguida,teve alta e foi liberado para voltar para casa. O que poderia ser o fim de umatriste etapa, no entanto, transformou-se no início de uma bela história deamizade e solidariedade. 

 

Thiago poderia ter ido para casa, mas… que casa? O humildedomicílio em São Gonçalo não teria condições de abrigar uma pessoa com asnecessidades especiais que o Thiago passaria a ter por toda a vida. E donaSelma Loroza da Rosa, mãe do Thiago, viúva, que já tinha perdido o outro filhoem um acidente de moto, sabia disso e resistiu a sair do hospital. Foi quando aequipe de assistentes sociais do Azevedo Lima, decidiu visitar o imóvel.Conscientes do drama que se descortinava na vida daquela família, arregaçaramas mangas e deram início a uma campanha para arrecadação de recursos nas redessociais e junto a instituições diversas. Capitaneada pela Assistente SocialPatrícia Nacif, em abril de 2016 a obra começou. O antigo lar de três cômodos,sem acabamento e coberto de umidade, foi abaixo.

 

 Com o apoio de uma ONG, foi desenvolvido um novo projetopara adaptação do imóvel. O pessoal do antigo trabalho do Thiago doou parte domaterial de construção. Com alguns recursos de dona Selma e um forte apoiovoluntário, a obra começou. Onze meses depois, em janeiro de 2017, a casa ficoupronta! “Ficou linda, confortável e, agora, toda montada”, conta Patrícia, quefoi pedreira, marceneira, pintora e faxineira neste projeto. Hoje a casa temsala, dois quartos, banheiro e cozinha. Os mobiliários foram trocados, bem comoa roupa de cama, mesa, banho e os utensílios de cozinha, que são novos.

Thiago ainda ganhou uma cama hospitalar, além do aspirador demuco e o medidor de glicemia, comprados com a rifa de uma bicicleta que aPatrícia ganhou e sem os quais ele não poderia sair do hospital. 

 

Dona Selma, que dormiu por dois anos em uma cadeira no AzevedoLima depois que a casa foi abaixo, agora pode ir para casa e levar o Thiago, dequem teria que se separar se as condições para recebê-lo em um lar não tivessemsido criadas. Agora ela vai cuidar dele com o apoio de profissionais de umposto de saúde próximo à sua residência, que farão o acompanhamento periódico.

 

Thiagofoi para casa no dia 9 de março de 2017, mais de quatro anos após ter dadoentrada no hospital e um ano e nove meses após ter recebido a alta, que ocorreuem junho de 2015.

 

O Serviço Social do Azevedo Lima faz o que for necessário paraque o paciente tenha o retorno adequado à casa após a alta, incluindo as causassociais que ultrapassam a internação e muitas vezes, como esta, vai além dosmuros do Azevedo. “O papel da equipe de saúde não diz respeito apenas àsquestões clínicas do paciente. Lidar com a vida exige mais”, garante DaianaPortela, coordenadora do Serviço Social.

 

Aos 30 anos de idade, Thiago voltou para casa. “É difícilentender o tamanho da consciência que restou a ele. Dona Selma terá de voltaseu lar e o filho, mas a minha felicidade talvez seja ainda maior do que adela. A amizade continua”, finaliza Patrícia Nacif. 

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