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HEAL inicia projeto “Cuidar de quem cuida” em benefício dos profissionais de saúde

4 de maio de 2018

Por Olenka Lasevitch

A partir de maio de 2018, oAzevedo Lima passará a receber semanalmente profissionais do projeto Cuidar dequem Cuida. Trata-se de uma parceria entre a Universidade Federal Fluminense(UFF), a Assessoria de Humanização da SES/RJ e o Azevedo Lima, voltada para oatendimento dos colaboradores do hospital. A equipe é composta porprofissionais voluntários de áreas como enfermagem, pedagogia, odontologia enutrição da UFF. A iniciativa busca trabalhar o saudável por meio de atividadeslúdicas, relaxamento, Shiatsu, reflexologia, do-in, ikebana, terapia floral,dinâmicas de grupo e orientações para cuidados com a alimentação e odontologia,entre outros. Todo o trabalho será feito voluntariamente, sem qualquer ônuspara o hospital.

O objetivo do projeto é que osprofissionais conheçam mais a si mesmo e também ao outro. Segundo a professorada UFF, Dra. Fátima Helenado Espírito Santo, Coordenadora do projeto, “os profissionais de saúde acabamadoecendo no cuidado às outras pessoas devido ao estresse natural da própriaatividade.” Para a equipe deHumanização da SES que atua no Azevedo Lima, Ana Cristina, Sonia Rejane eJaqueline Freitas, “o exercício da humanização não deve ser focado somente nopaciente. É importante o olhar para o colaborador, para o seu bemestar. Se ele cuida bem dopaciente, também deve se sentir bem cuidado”. 

A Responsável Técnica daPsicologia do Hospital Estadual Azevedo Lima, Ediléa Oliveira, reafirma aimportância do autocuidado com grande relevância para o profissional de saúde,uma profissão estatisticamente estressante em unidades de urgência e emergência.Além do estresse da pessoa em si, estes profissionais provavelmente reviverãosituações semelhantes do seu cotidiano relacionadas ao processo de adoecimentoou morte de um ente querido. “Se eu cuido e não percebo a necessidade doautocuidado, adoeço!” Ediléa relata a importância do profissional buscarajuda no processo de adoecimento. “Em alguns casos, por obter informaçõessobre os efeitos dos medicamentos, o profissional utiliza desse conhecimentocomo facilitador para a automedicação, distanciando a possibilidade dotratamento adequado. Este fato, associado a outros fatores estressores, poderálevar à exaustão e esgotamento, afetando a atuação do agente de cuidado. Porisso, é fundamental reconhecermos e aceitarmos receber esse suporte”,finaliza.

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