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HEAL: O cuidado que pertence a cada colaborador em prol do paciente

28 de outubro de 2020

Por Olenka Lasevitch

 

Durante os meses de outubro e novembro todos os colaboradores do Hospital Estadual Azevedo Lima, no Rio de Janeiro, terão a oportunidade de refletir sobre o seu papel na questão da segurança do paciente. ‘De uma forma ou de outra, o trabalho de todos acaba chegando ao paciente. Portanto, a questão é de todos’, afirma a enfermeira do Núcleo de Estudos e Pesquisas, Katia Magalhães, responsável pela organização do treinamento, cujo cronograma foi desenvolvido para incluir todos os plantões.

Os treinamentos abordam os protocolos que envolvem a segurança do paciente e a cultura do Hospital. São ministrados por equipes multiprofissionais, como Setor de Controle Infeção Hospitalar, Farmácia e NEP, por meio de palestras, técnicas e simulações para que as pessoas possam refletir sobre atitudes corriqueiras do dia-a-dia que podem colocar o paciente em risco.

‘Estamos satisfeitos porque as pessoas estão engajadas e participantes’, conta Katia, lembrando que apesar do treinamento já estar previsto no plano de ação da educação permanente, com ele o Hospital também acaba por cumprir exigências da Anvisa.

O treinamento inclui temas diversos como cirurgia segura, prevenção de quedas e lesões, administração de medicamentos, contaminação, precaução e isolamento, prevenções e infecções, entre outros.

Em um dos treinamentos três voluntários deram vida a um fato supostamente criado, representando dois pacientes na sala de medicação e uma enfermeira. O paciente sentado à esquerda estava com hipertensão e o outro, à direita, com diabetes descompensada. O momento era de troca de plantão e as informações foram passadas da enfermeira que saía para a que chegava. Ocorre que, neste período, os pacientes trocaram de lugar porque um deles queria ficar mais perto da tomada para carregar o celular. Sem perceber a troca e sem checar as pulseiras de identificação, a enfermeira ministra os medicamentos trocados.

O objetivo da encenação foi permitir o debate e a reflexão: como cada um se sentiu como paciente? O fato simulado pode realmente acontecer aqui ou em outro lugar? Por quê? O que fazer para evitar? ‘Neste momento, podemos refletir sobre como cada um enxerga as crenças e valores da unidade no desenvolvimento do seu trabalho. Precisamos oferecer uma saúde personalizada para cada paciente’, finaliza Katia Magalhães.

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