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Mamar não é fácil!

14 de dezembro de 2016

No dia 9 de dezembro comemoramos o Dia do Fonoaudiólogo, profissional de extrema importância na unidade. No Azevedo Lima, além de quatro profissionais que atuam no CTI e na Clínica Médica, uma equipe composta por outros três fonoaudiólogos realiza um trabalho singular na UTI Neonatal, em um momento em que a unidade busca atender as exigências da Iniciativa Hospital Amigo da Criança. Entre outras atribuições, contribuem para que haja a correta amamentação, proporcionando maior segurança para bebês e maior conforto para as mamães. 
Segundo a fonoaudióloga Amanda Queiroz, logo de início deve ser observada a capacidade de coordenação da amamentação por parte do recém-nascido, que inclui sucção, deglutição e respiração. Essa coordenação pode ser bem complicada para bebês prematuros, com menos de 34 semanas, que ainda não têm força e energia para mamar, o que necessita de atenção redobrada. “Mesmo com todo o cuidado que a amamentação exige em crianças prematuras, é fundamental esse contato com o peito da mãe para que ele se desenvolva melhor e não perca a capacidade da sucção”, explica Amanda. Além da coordenação, a amamentação também tem uma dinâmica toda própria que inclui a pega correta no seio feita pelo bebê, a posição para mamar, o rodízio das mamas, a massagem e extração do leite e a livre demanda pela criança.
Confira a seguir algumas orientações importantes dadas pela equipe do Azevedo Lima para as mães e pais desde sua internação até a alta: 
Durante a pega, é importante observar e respeitar os reflexos orais do recém-nascido, quando ele abre a boca em busca do peito. Neste momento deve-se zelar para que ele abocanhe a maior parte possível da aréola, que é de onde sai o leite e não o bico do peito, que é apenas uma referência no processo. Já o correto posicionamento do bebê nas mamas permite uma sucção mais confortável tanto para  a mãe, como para o próprio bebê. A criança pode ser posicionada em direção à outra mama,  opostamente ou até em posição vertical, auxiliando no esvaziamento de todos os dutos mamários.
 
Outro fato importante é o rodízio das mamas, já que o leite é uma composição em etapas, sendo a primeira basicamente de água, a segunda de proteínas e a terceira de gordura. O bebê deve sempre esvaziar uma mama antes de passar para a outra, pois todos os componentes são fundamentais ao seu desenvolvimento. Se ele ficar saciado antes de esvaziar um peito, a próxima mamada deve começar sempre por este mesmo peito. 
 
Quando a mama da mãe fica muito cheia, pode ocorrer o ingurgitamento mamário, que além do desconforto, prejudica a pega do bebê. Neste momento é importante a massagem para dissolver o leite e até mesmo a extração, para permitir o esvaziamento e a consequente facilitação para o abocanhamento do mamilo pelo bebê.
 
A mamada deve acontecer sempre que o bebê quiser, não excedendo o período máximo de três horas entre uma e outra, estimulando mais intensamente o vínculo entre mãe e bebê. ”Cada criança tem o seu ritmo, o que deve ser observado e atendido pela mãe”, lembra Amanda, ressaltando que “a mãe deve redobrar a atenção com a sua própria alimentação, pois tudo o que ingerir vai compor o leite e contribuir para o desenvolvimento sadio do recém-nascido “. 
Mamar corretamente não é fácil para ninguém. Mas é tudo de bom…

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