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Uma porta aberta para o imprevisível

21 de agosto de 2020

Por Olenka Lasevitch

A porta de entrada do Azevedo Lima está sempre aberta. Por ela, entra quem chegar, com o mal que tiver e com a esperança que trouxer! Do outro lado da porta, uma equipe de profissionais de “Cuidar e Salvar Vidas” está preparada até para o imprevisível. Foi assim que, no início do mês de março, o imprevisível Coronavírus chegou e permaneceu. Até o dia 14 de agosto foram realizados 1.228 atendimentos a pacientes com suspeita ou confirmação da doença e todos estes passaram primeiramente pelas mãos dos  profissionais  guerreiros da saúde  que atuam na Emergência – o primeiro setor do Hospital a se estruturar para receber o paciente com Covid-19. 
Mesmo não sendo inicialmente um hospital de referência para o tratamento da doença, diante do crescente número de atendimentos, a direção do Azevedo Lima organizou equipes, redimensionou leitos, criou fluxos e montou uma tenda exclusiva para atendimento ao paciente Covid. Os fluxos permitiram que estes pacientes fossem atendidos sem contato com outras áreas ou outros pacientes do Hospital. 
“Chegamos a 46 leitos de isolamento, entre enfermaria e unidade de tratamento intensivo, e muitas vezes com 100% de ocupação destes leitos. Mas o nosso desfecho até agora tem sido de 82% dos pacientes recebendo alta para casa. Uma grata missão! Agradeço a todos pelo compromisso, empenho e solidariedade”, comemora o diretor técnico, Dr.Rogério Casemiro. 
“No início estávamos receosos diante do desconhecido, apesar de todos nos verem como uma equipe mais tranquila”, conta a coordenadora de enfermagem da Emergência, Débora Ramos, lembrando que foi montado um fluxo para tirar dúvidas e preparar psicologicamente o grupo de atendimento. “Observamos que esta tensão, no entanto, nunca atrapalhou a humanização, cuidado e carinho com o paciente”.
“Em nenhum momento o Azevedo Lima enfrentou dificuldades em relação à disponibilidade de leitos, equipamentos ou medicamentos para os pacientes e EPIs para os colaboradores. As equipes também têm sido permanentemente abastecidas com informação de forma precisa e clara quanto aos protocolos, um cuidado fundamental para a segurança dos colaboradores e pacientes, que evitou a geração de muitos problemas”, conta a diretora executiva Claudia Soares. 
“O paciente Covid em geral é mais ansioso, pois está distante da família, não pode receber visitas e tem medo de morrer”, lembra Debora Ramos, reconhecendo a importância das equipes de fisioterapia, psicologia e serviço social para tornar essa internação menos dolorosa. 
“Prestamos atendimento diferenciado e humanizado, preocupados em nos manter atualizados para oferecer a melhor assistência. Vencemos batalhas e o coração sempre transborda quando vemos os nossos pacientes recebendo alta depois de tanta luta pela vida! Nunca estivemos tão próximos e unidos no ambiente de trabalho”, relata a coordenadora médica da Unidade de Internação Hospitalar, Dra. Flavia Menezes.
A coordenadora de enfermagem da UTI, Tatiana Leandro, lembra que as equipes chegaram a trabalhar com pacientes que ficaram muito graves e pessoas que, mesmo não estando na área de risco, evoluíam mal com a doença. “Isso mexe com a cabeça da gente. É o desafio do invisível, do inseguro e incerto. A partir de agora nunca mais seremos os mesmos. As nossas ações certamente serão embasadas dentro da experiência que a pandemia nos trouxe”. 
“Parabéns a toda equipe do ISG & Hospital Azevedo Lima. Confesso que experiências como esta me trazem lágrimas aos olhos e me dão ânimo para continuarmos na luta e superarmos tantas adversidades. Juntos somos mais fortes e podemos fazer, e faremos, mais e melhor!”, finaliza o diretor-presidente e fundador do ISG, Dr.André Guanaes.

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