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HRR promove culto ecumênico em solidariedade a pacientes e profissionais que enfrentam pandemia

28 de abril de 2021

Por Mônica Bockor

Diante de tanta dor e sofrimento causados pela pandemia, a fé e a religiosidade têm sido fonte de esperança para quem acredita. Pensando nisso, o Hospital Regional de Registro (HRR) realizou nesta terça-feira, 27 de abril, o primeiro culto ecumênico na Unidade, reunindo representantes de quatro religiões para um momento de solidariedade a todos os pacientes acometidos pela Covid-19 e aos profissionais de saúde que trabalham no enfrentamento à pandemia.
O diretor executivo do HRR, Renato Gomes do Espírito Santo, destacou que o objetivo era interceder por todos os atingidos pela doença e também em gratidão aos profissionais que se dedicam a cuidar de cada paciente, muitas vezes arriscando suas próprias vidas. O culto contou com a participação do pastor Cristiano Ranulf, da Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Ministério Santos de Jacupiranga; Nice Takako Ogawa, preletora da Seicho No Ie; do bispo emérito de Registro, Dom José Luiz Bertanha; e do professor de História e palestrante espírita Aureo de Oliveira.
Primeiro a falar, Dom José ressaltou a importância da ciência. “É preciso acreditar na ciência, pois é um dom de Deus que contribui com as descobertas para o bem da vida humana”. E agradeceu a todos os profissionais que atuam na saúde: “Parabéns a vocês, que colocam seus dons a serviço dos outros. E todos são importantes, do diretor do hospital ao que varre o chão, médicos, enfermeiros… Continuem firmes nessa luta e que Deus abençoe a todos vocês”.
O pastor Cristiano também afirmou que a fé e a ciência podem caminhar juntas. “A ciência não pode ser negligenciada por causa da nossa fé. É preciso tomar os medicamentos necessários, acreditar nos médicos e ainda sim ter fé, ter fé de que aqueles medicamentos vão nos curar”. Ele também falou sobre a cura espiritual. “Nós temos um corpo, mas a alma é o que nós somos. E a alma também precisa de cuidados”.
Representante da doutrina espírita, Aureo de Oliveira destacou sua gratidão aos profissionais da saúde e também citou a ciência. “Para nós, espíritas, ciência e religião são as asas da evolução. Precisamos ter fé, acreditar que tudo vai passar”. Nice Takako chegou a se emocionar quando falou dos trabalhadores da saúde. “Vocês não têm noção da importância que exercem na vida dos pacientes, do caminho de luz que estão projetando nessas vidas. Se permitam vivenciar essa experiência espiritual. Me desculpem pela emoção, mas realmente tenho uma gratidão profunda a todos vocês”.
Após a reflexão de cada preletor, todos foram convidados a orar em frente ao hospital, cada um do seu jeito, de acordo com sua fé. Para a jornalista Dione Aguiar, que esteve no HRR especialmente para participar do culto, foi um momento bastante acolhedor. “Achei uma forma belíssima de confortar quem está vivendo o drama de acompanhar um paciente com a Covid. Tenho feito muitas matérias sobre isso, mas nunca tinha vivenciado a angústia de ter um familiar internado com a Covid. O culto foi um momento muito especial, me senti mais fortalecida com as palavras de esperança”.

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